Dia D de vacinação contra Influenza A (H1N1)

 

 

Aconteceu em maio, o dia D de vacinação contra Influenza A (H1N1) no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) juntamente com o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) em parceria com a Coordenação de Área Programática 2.1 (CAP 2.1), foram os responsáveis pela ação. Na ocasião, as crianças internadas no Instituto, gestantes e puérperas foram vacinadas. A campanha nacional de vacinação contra influenza começou no dia 30 de abril e vai até 20 de maio, segundo o Ministério da Saúde.

A gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Entretanto, algumas pessoas, seja por maior exposição (profissionais de saúde) ou por maior vulnerabilidade (idosos, crianças novas, gestantes e pessoas com alguma comorbidade) possuem um risco aumentado para desenvolver complicações. “A vacinação é uma estratégia de extrema importância pois reduz os impactos da doença e aumenta a produção de anticorpos contra ela. Igualmente importante para prevenção da gripe também é a realização de medidas como a intensificação da higienização das mãos, dormir bem, alimentar-se bem e beber bastante líquido”, explicou Adriana Teixeira Reis, enfermeira da CCIH.

Para Maria Dorina, mãe do Gabriel de dois anos e sete meses, a vacina é importante, para evitar que seu filho contraia mais uma doença e para que ela não seja a transmissora dela. “Meu filho, que está internado aqui no IFF, já tem a imunidade muito baixa, então a vacina é realmente para prevenir, para que ele não contraia mais uma doença tão grave. E para mim e para as pessoas que convivem aqui, em um ambiente hospitalar, somos os únicos cuidadores de nossos filhos, não podemos nem pensar em adoecer”, disse ela.

Até o momento, foram registrados 444 casos de síndrome aguda respiratória grave por influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos foi registrado em São Paulo, com 55 óbitos. A síndrome se caracteriza por febre, tosse e desconforto respiratório. No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a constante mudança dos vírus influenza requer monitoramento global e frequente reformulação da vacina.