13 de setembro – Dia Mundial da Sepse

Edição: Suely Amarante
Estima-se que a sepse cause 11 milhões de mortes todos os anos no mundo, o que equivale a uma morte a cada 2,8 segundos
O Dia Mundial da Sepse, comemorado em 13 de setembro de cada ano, é uma oportunidade para as pessoas em todo o mundo se unirem na luta contra essa doença, responsável por pelo menos 11 milhões de mortes em todo o mundo anualmente.

A data também é oportuna para aumentar a consciência pública para esse desastre de saúde pouco conhecido, mostrar apoio e solidariedade para com as milhões de pessoas que perderam seus entes queridos ou, como os sobreviventes da sepse sofrem suas consequências de longo prazo e, ainda, lembrar ao público, à mídia, às autoridades de saúde nacionais e internacionais, aos profissionais de saúde, aos formuladores de políticas e aos governos, que há uma necessidade urgente de aumentar e melhorar a educação em nível local, regional, nacional e internacional.

Segundo a infectologista da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Natalie Del Vecchio, é importante que os profissionais de saúde realizem boas práticas que possam colaborar para salvar vidas e prevenir a sepse. “Iniciativas como: higienização das mãos, identificação de sinais precoces, exames direcionados e antimicrobianos adequados são medidas fundamentais na luta pela preservação da vida. PENSE: Pode ser sepse? E salve vidas”, enfatizou.

Pelo segundo ano consecutivo, o Dia Mundial da Sepse ocorre quando a humanidade enfrenta uma das maiores pandemias dos últimos tempos. As infecções graves em decorrência da Covid-19 são, na verdade, sepse viral – que muitas vezes não é reconhecida. De acordo com o presidente da Global Sepsis Alliance (GSA), pacientes com Covid-19 gravemente enfermos e aqueles afetados por sepse de outros patógenos, como bactérias, outros vírus, fungos ou parasitas são indistinguíveis do ponto de vista clínico.

Natalie Del Vecchio orienta sobre alguns sinais de alerta da doença. “Embora não tenham sintomas específicos, todas as pessoas que estão passando por uma infecção e apresentem febre, aceleração dos batimentos do coração (taquicardia), respiração mais rápida (taquipneia), fraqueza intensa e tonteiras e, pelo menos um dos sinais de gravidade, como pressão baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou alteração de consciência devem procurar, imediatamente, atendimento médico”.

 

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